Candidato único, Rogério Caboclo é eleito presidente da CBF

O resultado não seria uma novidade diante da articulação política prévia. Mas o protocolo exigiu e Rogério Caboclo foi eleito nesta terça-feira o presidente da CBF para o período entre 2019 e 2022. A posse efetiva do dirigente, que será o sucessor de Marco Polo Del Nero, se dará em abril do ano que vem.

Caboclo, cuja candidatura foi registrada com as assinaturas de 25 federações e 37 clubes, foi eleito com os votos que já tinha angariado, mais as federações de São Paulo e Rio, que não haviam assinado. O presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, que chegou a articular oposição, também votou em Caboclo. Dos 60 votantes, houve uma ausência (Atlético-PR), uma abstenção (Flamengo) e um voto em branco (Corinthians).

- Contar com o apoio quase unânime dos clubes e unânime das federações é algo que me orgulha. Prometo muito trabalho e busca incessante de união e entendimento. A gestão será marcada por dois pilares: eficiência e integridade. Acredito muito em processos, sou cumpridor de regras. Ser eleito presidente é uma honra, mas uma responsabilidade muito grande. Farei uma gestão participativa, dialogando com todos - disse o presidente eleito em pronunciamento de 10 minutos.

Dos 60 votantes, houve uma ausência (Atlético-PR), uma abstenção (Flamengo) e um voto em branco (Corinthians).

- Discordo de como foi feito, sou contra da maneira como foi feita. Não acho certo não vir ou não votar. Vim e votei em branco - disse o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, justificando seu voto.

Uma frase no discurso de Caboclo não foi bem digerida pelo presidente do Corinthians. Rogério declarou "estamos plenamente comprometidos com quem nos apoiou". Andrés deixou a assembleia preocupado com o que pode acontecer com o Corinthians, Flamengo e Atlético-PR

A chapa eleita conta com oito vice-presidentes. Quatro já estavam na casa: Fernando Sarney, Coronel Nunes, Gustavo Feijó e Marcus Vicente. A eles se juntam Castellar Neto, Ednaldo Rodrigues, Francisco Novelletto e Antônio Aquino.

 

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