Vice da CBF diz que licença de Del Nero seria um golpe

O provável pedido de licença de Marco Polo Del Nero da presidência da CBF foi rechaçado com veemência por Delfim Peixoto, um dos vices da entidade. Para ele, caso se confirme a intenção de o dirigente sair do foco, temporariamente, e continuar no comando do futebol brasileiro à distância, “a CBF estaria cometendo um golpe”.

Estou perplexo com essa informação (divulgada pelo Terra na última segunda-feira). Se ele não está doente e nem pretende se ausentar do País, por que pedir licença? Isso me causa estranheza. Isso é um golpe, uma farsa”, reagiu Delfim.

O Terra apurou que del Nero estuda a possibilidade de se licenciar do cargo e que isso dependeria da extensão e da força das investigações da CPI do Futebol, instalada recentemente no Senado. Se a exposição do seu nome e o da CBF fosse além do que ele imagina, na apuração de crimes de corrupção, o pedido de licença seria a opção política para lidar com a crise.

De acordo com o estatuto da CBF, o presidente, ao se licenciar, pode escolher entre os cinco vices da entidade aquele que o substituiria. Ele estaria dividido entre indicar Gustavo Dantas, do Nordeste, ou o deputado federal Marcus Vicente, vice do Centro-Oeste. Del Nero pode pedir licença por 180 dias, prorrogáveis por período igual.

Com a licença, ele manteria o controle da entidade. Já se decidisse renunciar, a presidência ficaria com o vice mais idoso – Delfim Peixoto, com quem está rompido politicamente.

“Essa história de escolher um vice, no caso da licença, é constrangedor no atual contexto. Ou alguém duvida que o preferido dele vai ser um boneco, uma marionete? O Del Nero sabe que não faço parte desse time.

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